Volume 5 — Marketing, Posicionamento e Redes Sociais de Alta Conversão

Capítulo 415 — Tendência: Parcerias de Construtora com Bancos e Correspondentes Bancários Locais

Síntese. A formalização de parcerias entre construtoras e instituições financeiras (bancos) ou correspondentes bancários locais é uma tendência estratégica que visa agilizar e desburocratizar o acesso dos clientes ao crédito imobiliário, transformando a construtora em um hub de soluções completas e aumentando a taxa de conversão de vendas ao facilitar a jornada de financiamento.

Parceria com bancos e correspondentes agiliza crédito imobiliário, desburocratiza processo e aumenta vendas da construtora.

A compra de um imóvel de alto padrão, seja ele na planta, em construção ou pronto, quase sempre envolve financiamento bancário. A complexidade e a burocracia desse processo podem ser um grande obstáculo para o cliente final, gerando desistências ou atrasos significativos. É nesse cenário que a parceria estratégica entre a construtora e o setor financeiro se torna um diferencial competitivo. Ao estabelecer convênios com bancos ou trabalhar em conjunto com correspondentes bancários locais, a construtora não apenas oferece um serviço adicional de valor ao seu cliente, mas também otimiza seu próprio fluxo de vendas, reduzindo o tempo entre a decisão de compra e a aprovação do crédito.

Como a construtora pode estruturar uma parceria eficaz com o setor financeiro?

Existem diferentes modelos de parceria. O mais comum é a indicação: a construtora indica o cliente para um gerente de banco parceiro ou para um correspondente bancário que já conhece o perfil da construtora e dos seus projetos. Um modelo mais avançado envolve a criação de um “balcão de crédito” dentro da própria construtora, onde um profissional (seja da construtora treinado ou um correspondente alocado) auxilia o cliente na simulação, coleta de documentos e submissão da proposta de crédito. Para que a parceria funcione, é essencial: 1. Formalização: Um acordo de parceria simples, com as responsabilidades de cada parte, SLAs (Service Level Agreements) para tempo de resposta e, se aplicável, a estrutura de comissionamento. 2. Treinamento: A equipe comercial da construtora precisa ter conhecimento básico sobre as linhas de crédito imobiliário, os documentos necessários e os prazos médios, para orientar o cliente inicial e gerenciar expectativas. 3. Comunicação: Canais claros de comunicação entre a construtora e o parceiro financeiro para acompanhar o status dos processos e resolver eventuais pendências.

Quais os benefícios e quanto custa para a construtora?

Os benefícios são múltiplos. Para o cliente, há a comodidade de resolver grande parte do processo em um só lugar, a agilidade na aprovação do crédito e, muitas vezes, acesso a condições exclusivas negociadas pela construtora. Para a construtora, a principal vantagem é a redução do ciclo de vendas, o aumento da taxa de conversão (menos clientes desistem por dificuldade no financiamento) e a melhoria da experiência do cliente, que vê a empresa como uma solução completa.

Em termos de custo, a parceria geralmente não envolve desembolso direto da construtora. O correspondente bancário, por exemplo, é remunerado pelo banco por cada operação de crédito concluída. Em alguns casos, pode haver um acordo de comissionamento mútuo ou de compartilhamento de honorários, mas isso deve ser sempre transparente e em conformidade com as regras do Banco Central e as políticas de compliance de cada instituição. O custo indireto está no tempo dedicado à gestão da parceria e ao treinamento da equipe.

Onde se perde dinheiro

O erro fatal é prometer ao cliente prazos de aprovação de crédito ou condições de financiamento que não podem ser garantidas, baseando-se em um relacionamento informal ou em informações desatualizadas. Isso gera frustração, quebra de confiança e pode levar à perda da venda. A construtora deve atuar como facilitadora e orientadora, mas sempre deixando claro que a decisão final e os prazos são do banco. Outro erro é não formalizar a parceria, o que pode levar a desalinhamentos de expectativa, falta de prioridade no atendimento ou até mesmo problemas de compliance e LGPD na troca de informações do cliente.

Números de referência:

Item Valor/Prazo Fonte/Observação
Prazo médio para aprovação de crédito 15 a 45 dias Varia por banco, complexidade do caso e organização documental
Taxa de juros financiamento habitacional (SBPE) 8% a 12% ao ano Varia conforme taxa Selic, relacionamento e perfil do cliente
Percentual de comissão para correspondente 0,5% a 2% do valor financiado Varia por banco e tipo de operação, pago pela instituição financeira
Redução do ciclo de vendas 10% a 30% Potencial de ganho com processo de crédito otimizado

Quem executa

A negociação e gestão inicial da parceria é responsabilidade do dono/gestor da construtora ou de um diretor comercial. A equipe de vendas da construtora é quem faz a ponte direta com o cliente e o parceiro financeiro, necessitando de treinamento constante. O parceiro externo (gerente de banco ou correspondente bancário) é o responsável técnico pela análise e condução do processo de crédito junto ao cliente.

Passo a passo

  1. Identificar bancos e correspondentes bancários locais com bom histórico de atendimento e agilidade no crédito imobiliário.
  2. Agendar reuniões para apresentar a construtora, seu portfólio e discutir os modelos de parceria possíveis.
  3. Negociar e formalizar um acordo de parceria que detalhe responsabilidades, prazos de atendimento e, se houver, estrutura de comissionamento.
  4. Treinar a equipe comercial da construtora sobre as principais linhas de crédito, documentos necessários e o fluxo de trabalho com o parceiro financeiro.
  5. Estabelecer canais claros de comunicação para acompanhamento dos processos de crédito e resolução de dúvidas.
  6. Divulgar a parceria aos clientes como um diferencial da construtora, oferecendo suporte completo na jornada de compra.
  7. Monitorar a satisfação do cliente com o processo de financiamento e o desempenho do parceiro financeiro para otimizar a colaboração.

Termos-chave

Perguntas frequentes sobre este capítulo

A construtora pode cobrar do cliente pelo serviço de intermediação do financiamento?

Geralmente não. O correspondente bancário é remunerado pela instituição financeira. A construtora oferece esse serviço como um valor agregado, sem custo direto para o cliente, para facilitar a venda.

Como garantir a conformidade com a LGPD ao compartilhar dados do cliente com o banco?

É crucial obter o consentimento explícito do cliente para o compartilhamento de seus dados com o parceiro financeiro, informando a finalidade. O acordo de parceria entre construtora e banco/correspondente deve prever cláusulas de proteção de dados.

Qual a vantagem de usar um correspondente bancário em vez de ir direto ao banco?

O correspondente bancário costuma ter um processo mais ágil, conhecimento aprofundado das políticas de diversos bancos e pode oferecer um atendimento mais personalizado, comparando opções para o cliente.

A construtora deve se associar a um único banco ou a vários?

Ter parcerias com múltiplos bancos e/ou correspondentes que trabalham com diversas instituições oferece mais opções ao cliente, aumentando a chance de encontrar as melhores condições e agilizando o processo.

O que acontece se o cliente tiver problemas com o financiamento após a indicação?

A construtora deve acompanhar o processo, mas não tem responsabilidade direta pela aprovação do crédito. O papel é de facilitador. É importante que o parceiro financeiro seja idôneo e preste um bom suporte ao cliente.

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Fontes

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